De um cinzento novo.Vendido.
Das resoluções para o ano que começou fazem parte organizar a infinidade de fotografias que se acumulam no computador sem nome e sem sítio certo e actualizar aqui a árvore a tempo e horas. Numa altura em que as feiras pararam não se sabe bem até quando e há protestos e até uma petição contra o assassínio despropositado de árvores antigas e a descaracterização de caminhos e canteiros, cruzei-me com algumas imagens de uma das últimas feiras lá no jardim que quase ninguém conhece como França Borges, em que o mago ainda andou a distribuir papelinhos mágicos debaixo de folhas e troncos centenários e de um sol reconfortante.
E no meio das coisas por acabar, das muitas feiras, de um miúdo a aprender a ler e de outro a aprender a gatinhar, de uma mudança de casa e das compras e preparações para o Natal, o sempre com pouco tempo Dezembro ainda chegou para terminar a primeira parte do curso de escultura com a Mónica Cid (também aqui e aqui).
Ultimamente as tartarugas que aqui crescem, cansadas de ganhar sempre com as paciências e as perseveranças, fingem-se lebres: assim que estão prontas deixam-se de vagares e lentidões e, sem paragens para sestas antes da meta, apressam-se para outras casas. Pergunto-me sempre como se sentirão nas novas moradas.
Estreámo-nos nas feiras da simpática Cristina, lá do outro lado do rio.
Primeiro nasceram para combinar com o url e porque os do lado direito são de estimação e amparam-nos os livros nas prateleiras da sala. Mas depois descobrimos que, ainda mais do que coleccionar gatos, presépios, corujas e até caracóis, ele há muitos próprios, familiares, amigos, vizinhos, conhecidos e médicos que agrupam mochos em colecções. Nas feiras falam-nos frequentemente de vitrines com mais de trezentos e de armários feitos de propósito com mais de seiscentos. Parece-me que germinar um ou dois de vez em quando não vai chegar...

Por causa dos Como é que se chama este? E era herbívoro ou carnívoro? e dos Podemos ir ao Museu de História Natural para ver os fósseis e as pegadas? e ainda dos Vou brincar com o stegossauro, o paquicefalossauro, o velociraptor e o tiranossauro rex ali para o quintal quase diários cresceu o primeiro papossauro aqui na árvore.



Na Crafts & Design de Outubro houve animais para oferecer e de enfeitar, teatro Debaixo da Mesa dos Joana, nomes de árvores para aprender, muitas flores de Chorisia especiosa para brincar e os amigos habituais para conversar.