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segunda-feira, 14 de junho de 2010

encomendado

Um papossauro mansinho para um menino chamado Rafael que, tal como o miúdo crescido cá de casa, gosta muito destes bichos. Depois das duas visitas aos mil e poucos graus do forno há-de ganhar uma pele amarela e manchas de quase todas as cores do arco-íris.

quarta-feira, 17 de março de 2010

marias convexas

Ainda antes de ganharem os jeitos de ovelhas as marias més já estão a crescer em rebanho convexo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

no atelier


Enquanto alguns espécimes acabadinhos de fazer esperam pacientemente, as raparigas, vindas directamente das aulas de escultura e já muito bem sequinhas, vão ao rubro dos mil graus no forno cá do atelier.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ferroso


Abrir a porta do forno depois de dez horas e de quase mil graus pode ser um desapontamento, uma surpresa ou apenas o esperado. Olha! Então agora também fazem coisas de ferro? perguntou-nos o miúdo enquanto decidíamos indecisos se gostávamos dele ou não. Às vezes há resultados assim: não se sabe muito bem como se chegou lá e repetir deve ser quase impossível...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

pintado

O atelier pelos olhos e canetas dele. Vermelho (?), com uma porta grande e um cão que ladra lá por cima.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

à espera

Um rato, um ouriço e três pintos arrumam-se numa fila paciente ansiosos pelos novecentos e muitos graus que lhes vão deixar outras cores e outras resistências.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

outra vez em ensaios

Para fazer companhia à árvore, agora um gato.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

dezembro

Por alguma estranha razão, em Dezembro os ponteiros contam o tempo de uma maneira diferente dos outros meses. Primeiro é Novembro, não cheira a natal e as montras que se antecedem com luzes e enfeites parecem disparatadas. Mas depois de repente o tempo acelera e já estamos nos quinzes, dezasseis, e o natal quase aí e ainda tanto por fazer... Acontece-me o mesmo todos os anos. Primeiro não faço porque não cheira a natal, depois não faço porque já não me sobram tempos para secar, pôr no forno, às vezes pintar e pôr no forno outra vez... Sobram-me ideias. Talvez para o ano...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

em ensaios

Em voltinhas pela baixa à procura de necessidades para o Inverno apareceu-nos, muito camuflada pelos andaimes de uma obra vizinha, uma lojinha de carimbos. No meio de carros e camiões e casinhas e muitos outros (que concerteza seriam muito apreciados e carimbados cá por casa) descobri uma árvore. Assim com ar de estar ainda a crescer. Mesmo, mesmo, mesmo o que eu precisava para os cartões.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Nunca digo mufla. Antipatizo com a palavra. Digo sempre forno. Forno de barro. É muito mais simpático.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

recomeço

Devagarinho, nas horas que recuperei só para mim com a estreia dele na escolinha e que ainda me soam estranhamente silenciosas, começo a organizar teques, pacotes de barro e ideias no rectângulo com vista para o quintal.