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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

pelos olhos (e lápis) dele

Quando chega à escola na segunda-feira a seguir a uma feira e o professor lhes pede para ilustrar o fim-de-semana desenha-nos sempre a mesa colorida de papa-moedas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

dinossauro



Por causa dos Como é que se chama este? E era herbívoro ou carnívoro? e dos Podemos ir ao Museu de História Natural para ver os fósseis e as pegadas? e ainda dos Vou brincar com o stegossauro, o paquicefalossauro, o velociraptor e o tiranossauro rex ali para o quintal quase diários cresceu o primeiro papossauro aqui na árvore.
Vendido.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

feira do príncipe real

A estreia não foi muito auspiciosa, que o Agosto com toda a gente de férias não convida a grandes passeios pelo meio das antiguidades e dos artesanatos. Mas enquanto o mais pequeno dormia na relva o maior arranjou amigas e desenhou a nossa loja (ele promove-nos sempre a mesa cor-de-vinho e o chapéu amarelo a loja) debaixo de um céu de estrelas cadentes. Voltamos em Setembro.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

três gatos pretos

Foi o miúdo que mos mostrou, redondinhos e imóveis por cima de um anúncio de grelhados no carvão, quando íamos, mão na mão, a caminho das compras para o jantar, que isto de não ter preocupações com as faltas na despensa nem com a roupa suja a sobrar do cesto deixa muito tempo para reparar pássaros, nuvens e árvores. Olha mamã, uma família de gatos. Fiquei a pensar na repetição da posição. E nos olhares atentos e simultâneos para uma varanda lá de cima. E nas saudades que tenho da minha gata. E nos gatos que há tanto tempo não ponho aqui...



Vendido.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

do dois e três de maio


Houve sol, música com o dj Kamala, muita gente e prendas-sementes de girassóis e de cheiros em reinventadas caixinhas de ovos para as mães. Nós cá aproveitámos o acumular das datas e celebrámos a quatro os dois filhos que me tornam protagonista do dia três e a muitos os seis anos do miúdo crescido.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

bichos cá de casa


Duas tardes das férias da Páscoa no atelier com o pai renderam, entre outras coisas, enlameamentos até aos cotovelos, satisfações e um mini-zoo. A dezassete-topeia é a minha preferida.

terça-feira, 14 de abril de 2009

hipopótamo

Oh mãe, sabias que os bebés hipopótamos nascem dentro de água? E que também lhes chamam cavalos-marinhos como aos cavalos-marinhos de verdade? pergunta-me o meu filho cada vez mais crescido.

Vendido.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

pintado

O atelier pelos olhos e canetas dele. Vermelho (?), com uma porta grande e um cão que ladra lá por cima.

sábado, 12 de julho de 2008

filho estrelado

Não foi planeado, mas as feiras tornaram-se assim uma espécie de coisa que gostamos de fazer em família. Dizemos ao miúdo Olha este fim-de-semana vamos à feira no jardim da Estrela e ele exulta, com as expectativas dos amigos que já lá tem, da Florbela a quem faz búúús monstruosos e que ela compensa com cócegas, do parque com saibro bom para brincar e empoeirar roupa e mãos, das trotinetagens e pedalagens em excesso de velocidade, dos almoços piquenicados numa manta na relva, das sementes e folhas e parecidos-a-frutos que no fim do dia enchem um saco, do atirar bocadinhos de pão e de bolachas aos patos do lago e das procuras de plátanos e de salgueiros e da gingko. Desta vez viu o teatro quatro vezes e fiou com a simpática (e paciente...) Ana e voltou a imitar mimícas de ir à praia e ufano com os dois bocadinhos de lã que conseguiu misturar quase-sózinho. Acho-o sempre um bocadinho mais crescido, nos domingos ao fim-da-tarde, de tantas coisas (boas) que lá faz e aprende. Também por isto, por estas horas agradáveis que passamos juntos, gosto tanto dos dias lá, no jardim.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

plantações


Um dos bichos preferidos do meu filho (Podemos levar para casa e pôr lá no quintal? é a pergunta costumeira sempre que tropeçamos nalgum) vigia-nos os grãos, os feijões-mágicos e a batata-doce que não-tão-lentamente-assim vão crescendo caules e folhinhas a partir do algodão e da água.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

cão 2


Com o filho (outra vez...) em casa a refazer-se das ausências recentes de amígdalas e de adenóides aqui o espaço vai seguindo mais monótono e menos falador. Aguardam-se menos dificuldades a engolir e mais boas-disposições.

Vendido.

quarta-feira, 26 de março de 2008

era uma vez...

Assim mais ou menos à laia de compensação pelos constantes Cuidado! Isso parte-se! e Não mexas! Ainda está fresco, vais desmanchá-lo!, que isto de ter quatro-anos-quase-cinco muito remexidos e uma mesa com barros a atrapalhar as correrias para jogar à bola, fazer bolhas de sabão e gizar calças, dedos e chão no quintal, às vezes marioneto-lhe os bichos à frente e invento enredos. Era uma vez um porquinho que vivia muito triste porque o menino dono gastava as moedas todas em gomas e chupa-chupas e nunca lhe dava nenhumas... Era uma vez um galo que queria casar e pôs-se a cantar para ver se alguma galinha o ouvia... Era uma vez uma ovelha que estava farta de ser branca...

Na escola, quando falaram dos trabalhos dos pais, o meu miúdo respondeu A minha mãe conta estórias de barro. Tenho um filho-poeta.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

filho de peixe gosta de água

O grande problema de fazer barro e ter um bebé pequenino em casa era ter sempre as mãos (muito) acastanhadas e empoeiradas quando ele acordava e chorava e caía e pedia água e precisava de mudar a fralda.
O grande problema de fazer barro e ter um menino de quatro anos e meio em casa é ouvir Eu também quero, eu também quero fazer barro! sempre que me sento na mesa de trabalho. Hoje eu desisti de fazer uns gatos mas ele esticou, cortou e marcou uma família de peixes.

terça-feira, 3 de abril de 2007

sementeira

Enquanto hesitava aqui em frente em dúvidas quanto ao nome, o Simão chamou-me lá ao quarto dele para ver a supesa que tinha feito para mim - uma macieira com um mocho na toca num dia de sol. Ofereceu-me um desenho e, sem saber, plantou um url.