Mostrar mensagens com a etiqueta gatos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta gatos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de maio de 2009

um gato torto


Vermelho. Com riscas cor de ferro. O último da última ninhada.

Vendido.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

três gatos pretos

Foi o miúdo que mos mostrou, redondinhos e imóveis por cima de um anúncio de grelhados no carvão, quando íamos, mão na mão, a caminho das compras para o jantar, que isto de não ter preocupações com as faltas na despensa nem com a roupa suja a sobrar do cesto deixa muito tempo para reparar pássaros, nuvens e árvores. Olha mamã, uma família de gatos. Fiquei a pensar na repetição da posição. E nos olhares atentos e simultâneos para uma varanda lá de cima. E nas saudades que tenho da minha gata. E nos gatos que há tanto tempo não ponho aqui...



Vendido.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

direitos e tortos

Uns meses depois de perder a minha gata arranjei finalmente vontades para os recomeçar a fazer...

Vendido.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

gatos malhados

Alindam-se. Preparam-se para a viagem.

Vendidos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

gato direito 6


Não o primeiro de barro vermelho que fiz mas o primeiro que por aqui se pendura. Listrado com engobe amarelo, porque gosto muito de gatos amarelos.

Vendido.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

gato direito (5)


Uma prosa sobre os meus gatos

Perguntaram-me um dia destes
ao telefone
por que não escrevia
poesia (ao menos um poema)
sobre os meus gatos;
mas quem se interessaria
pelos meus gatos,
cuja única evidência
é serem meus (digamos assim)
e serem gatos
(coisa vasta, mas que acontece
a todos os da sua espécie)?
Este poderia
(talvez) ser um tema
(talvez até um tema nobre),
mas um tema não chega para um poema
nem sequer para um poema sobre;
porque é o poema o tema,
forma apenas.
Depois, os meus gatos
escapam de mais à poesia,
ou de menos, o que vai dar ao mesmo,
são muito longe
ou muito perto,
e o poema precisa do tempo certo
de onde possa, como o gato, dar o salto;
o poema que fizesse
faria deles gatos abstractos,
literários, gatos-palavras,
desprezível comércio de que não me orgulharia
(embora a eles tanto lhes desse).
Por fim, não existem «os meus gatos»,
existem uns tantos gatos-gatos,
um gato, outro gato, outro gato,
que por um expediente singular
(que, aliás, também absolutamente lhes desinteressa)
me é dado nomear e adjectivar,
isto é, ocultar,
tendo assim uns gatos em minha casa
e outros na minha cabeça.
Ora só os da cabeça alcançaria
(se alcançasse) o duvidoso processo da poesia.
Fiquei-me por isso por uma prosa,
e mesmo assim excessivamente corrida e judiciosa.

António Manuel Pina, Nenhuma palavra e nenhuma lembrança in Poesia reunida (1974-2001), Assírio & Alvim

Nada mais adequado para um blogue que está a ficar monotemático do que um poema igualmente monotemático de um poeta que cada vez se ouve mais cá por casa...

Vendido.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

gato direito (4)



Das caixas vão-se desembrulhando também as coisas imaginadas e terminadas antes da mudança. Mealheiros, molduras, flores e mais gatos. Estes cresceram direitos para equilibrar os tortos anteriores.

Vendido.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

gato torto (12)

Em memórias dos "cantarinhos" que a minha tia me trazia quase todos os Verões de Estremoz e valendo-me das experimentações do Mário nos gatos dele (que qualquer dia também aqui virão ronronar...), o número doze é malhado com pedrinhas.

Vendido.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

gato torto (11)

Na altura em que a Tai, a gatinha mais linda do mundo, perdeu uma das sete vidas que é suposto ter, nasceram-me gatos entortados em ferradura. Depois de dez em barro vermelho - que já mi(m)am noutras paredes - o décimo primeiro cresceu preto, como convém a um verdadeiro gato da sorte.

Vendido.