Não foi planeado, mas as feiras tornaram-se assim uma espécie de coisa que gostamos de fazer em família. Dizemos ao miúdo Olha este fim-de-semana vamos à feira no jardim da Estrela e ele exulta, com as expectativas dos amigos que já lá tem, da Florbela a quem faz búúús monstruosos e que ela compensa com cócegas, do parque com saibro bom para brincar e empoeirar roupa e mãos, das trotinetagens e pedalagens em excesso de velocidade, dos almoços piquenicados numa manta na relva, das sementes e folhas e parecidos-a-frutos que no fim do dia enchem um saco, do atirar bocadinhos de pão e de bolachas aos patos do lago e das procuras de plátanos e de salgueiros e da gingko. Desta vez viu o teatro quatro vezes e fiou com a simpática (e paciente...) Ana e voltou a imitar mimícas de ir à praia e ufano com os dois bocadinhos de lã que conseguiu misturar quase-sózinho. Acho-o sempre um bocadinho mais crescido, nos domingos ao fim-da-tarde, de tantas coisas (boas) que lá faz e aprende. Também por isto, por estas horas agradáveis que passamos juntos, gosto tanto dos dias lá, no jardim.sábado, 12 de julho de 2008
filho estrelado
Não foi planeado, mas as feiras tornaram-se assim uma espécie de coisa que gostamos de fazer em família. Dizemos ao miúdo Olha este fim-de-semana vamos à feira no jardim da Estrela e ele exulta, com as expectativas dos amigos que já lá tem, da Florbela a quem faz búúús monstruosos e que ela compensa com cócegas, do parque com saibro bom para brincar e empoeirar roupa e mãos, das trotinetagens e pedalagens em excesso de velocidade, dos almoços piquenicados numa manta na relva, das sementes e folhas e parecidos-a-frutos que no fim do dia enchem um saco, do atirar bocadinhos de pão e de bolachas aos patos do lago e das procuras de plátanos e de salgueiros e da gingko. Desta vez viu o teatro quatro vezes e fiou com a simpática (e paciente...) Ana e voltou a imitar mimícas de ir à praia e ufano com os dois bocadinhos de lã que conseguiu misturar quase-sózinho. Acho-o sempre um bocadinho mais crescido, nos domingos ao fim-da-tarde, de tantas coisas (boas) que lá faz e aprende. Também por isto, por estas horas agradáveis que passamos juntos, gosto tanto dos dias lá, no jardim.sexta-feira, 11 de julho de 2008
fim-de-semana estrelado


A Crafts & Design duplicou-se, e ainda bem, que só o sábado sabia a pouco. Este fim-de-semana foi especialmente simpático. Houve o E agora Senhor Gilberto?, teatro de graúdos a fingirem-se miúdos para miúdos e graúdos que aindam se lembram de ser miúdos. Houve jazz e blues, bom de ouvir e ver. Houve os colegas de todos os meses, mais os novos que estão sempre a crescer. Houve os conhecidos ali que já vão dizer olá e perguntar pelo filho. E houve a Florbela, sempre simpática, com rebuçados e CDs e os eternos Digam se precisarem de alguma coisa. Dias cheios, estes dois.quarta-feira, 21 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
pintainho
Pergunto-me muitas vezes o porquê deste ser um dos preferidos. Achamo-lo com ar de pintainho mas já lhe chamaram galinha, galo e passarinho. É o que mais voa e estranhamente, quase sempre para longe. Assim de repente lembro-me de um se abalar para a Austrália e uns dois ou três para Inglaterra. E não é o maior nem o mais pequeno nem o mais colorido nem o mais outra coisa qualquer. É só um pintainho...Vendido.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
cão 8

É praticamente um vício, dar nome a tudo. Pessoas, coisas, bichos, barros... O filho herdou-me os hábitos e baptiza brinquedos e desenhos e as árvores e flores com que nos cruzamos a caminho da escola. Estes, invulgarmente, permanecem aqui apelidados de ainda-sem-nome. Não consigo lembrar-me de um único que lhes assente convenientemente...
Vendido.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
maria da frente
Identificou-a no mesmo segundo em que a viu É a shaun, é a ovelha shaun! Ri-me, eu, que me indecisava, sem lhe achar ar nem de tresmalhada nem de maria vai com as outras. E sim, é verdade, não foi copiada mas foi mesmo inspirada na shaun que vimos uma vez e outra vez no indiejúnior e que me pareceu ganhar mais risos e palmas do que as outras curtas-metragens. Cá está, portanto, a maria que as outras marias seguem. Parece que também anda por aí pela 2 com o apelido de xoné ou de choné, não sei, que por cá esquecemo-nos muitas vezes de ligar a televisão.
Vendida.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
partida, largada, fugida
Olho-as, aqui na fotografia debaixo tirada no jardim, e só me fazem lembrar movimentos e correrias. Estão a jogar à apanhada, diz o meu miúdo. Por contraste com a calma e vontade de pastos e sossegos das outras, estas parecem umas marias tresmalhadas.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
sexta-feira, 2 de maio de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
marias més
segunda-feira, 21 de abril de 2008
chuva, chuva, chuvinha, vai-te embora p'rá tua casinha
Ao contrário de outros, nestes gostos não sou nada de extremos. Prefiro os castanhos do outono e os multicoloridos da primavera. Os meios, nem escaldantes nem enfriorados. Mas este ano a primavera anda disfarçada de inverno, sem vontades de aquecer. Para a ajudar a decidir-se (e para me consolar das chuvinhas infindáveis...) um vaso e flor com cores de calor.
Vendida.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
mal-me-quer, bem-me-quer, muito, pouco, nada
quinta-feira, 17 de abril de 2008
cão 6
quarta-feira, 16 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
cão 2
terça-feira, 8 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
outono em abril

Choveram folhas. Amarelas, enormes, pesadas. O sol, as nuvens e o vento foram e vieram e foram e vieram mas as folhas choveram o dia todo. Esteve-se bem como de costume.sexta-feira, 4 de abril de 2008
desabitada


Eu à procura já há tanto tempo de um sítio para meninos e meninas se acastanharem de barro até aos cotovelos e tantos espaços desabitados e desusados pelas ruas da cidade. Há dias cruzámo-nos com esta primária, grande e abraçada por árvores quase a tocarem nas nuvens, ainda com brinquedos a empalidecerem os vermelhos e os azuis no pátio e com diferenças que eu apelidaria de fora-de-moda se o meu miúdo não importasse da escolinha dele certezas como O cor-de-rosa é só para meninas e Os meninos não podem brincar com bonecas. Fechando os olhos e ouvindo com atenção ainda há risos e cantigas a ecoar pelas paredes...quarta-feira, 2 de abril de 2008
depois do segurador, um dos segurados
Veio sublinhado e rascunhado do alfarrabista, o que não me incomoda e até me agrada. São quase quatrocentas páginas com poucos desenhos, algumas tabelas e muitas letras. Tem menus, receitas e cábulas, o que o torna menos agradável para folhear mas óptimo para consultar e desfazer dúvidas. E é despretensioso, o que ajuda muito quando se quer aprender. "Este manual é um livro que ensina a fazer. É um livro de receitas, um livro de dicas, um livro técnico. Perante a sua consulta, a ideia mítica da cerâmica e dos seus lendários mistérios desvanece-se de uma forma que seria chocante se não ficássemos contaminados pela tentação de arregaçar as mangas e experimentar também." diz lá atrás na contra-capa. É o Manual Prático de Introdução à Cerâmica do Arlindo Fagundes.
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