terça-feira, 15 de abril de 2008

cão 4


E um com pintinhas-pedrinhas.

Vendido.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

cão 3

Mais um com bolas, quase igual ao anterior.

Vendido.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

cão 2


Com o filho (outra vez...) em casa a refazer-se das ausências recentes de amígdalas e de adenóides aqui o espaço vai seguindo mais monótono e menos falador. Aguardam-se menos dificuldades a engolir e mais boas-disposições.

Vendido.

terça-feira, 8 de abril de 2008

cão 1


Com uma cadela cá em casa mesmo, mesmo quase a fazer oito anos já começava a parecer maldade andar tanto à volta de gatos tortos, direitos e malhados e não fazer nascer nenhum cão...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

outono em abril



Choveram folhas. Amarelas, enormes, pesadas. O sol, as nuvens e o vento foram e vieram e foram e vieram mas as folhas choveram o dia todo. Esteve-se bem como de costume.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

desabitada



Eu à procura já há tanto tempo de um sítio para meninos e meninas se acastanharem de barro até aos cotovelos e tantos espaços desabitados e desusados pelas ruas da cidade. Há dias cruzámo-nos com esta primária, grande e abraçada por árvores quase a tocarem nas nuvens, ainda com brinquedos a empalidecerem os vermelhos e os azuis no pátio e com diferenças que eu apelidaria de fora-de-moda se o meu miúdo não importasse da escolinha dele certezas como O cor-de-rosa é só para meninas e Os meninos não podem brincar com bonecas. Fechando os olhos e ouvindo com atenção ainda há risos e cantigas a ecoar pelas paredes...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

depois do segurador, um dos segurados

Veio sublinhado e rascunhado do alfarrabista, o que não me incomoda e até me agrada. São quase quatrocentas páginas com poucos desenhos, algumas tabelas e muitas letras. Tem menus, receitas e cábulas, o que o torna menos agradável para folhear mas óptimo para consultar e desfazer dúvidas. E é despretensioso, o que ajuda muito quando se quer aprender. "Este manual é um livro que ensina a fazer. É um livro de receitas, um livro de dicas, um livro técnico. Perante a sua consulta, a ideia mítica da cerâmica e dos seus lendários mistérios desvanece-se de uma forma que seria chocante se não ficássemos contaminados pela tentação de arregaçar as mangas e experimentar também." diz lá atrás na contra-capa. É o Manual Prático de Introdução à Cerâmica do Arlindo Fagundes.

segunda-feira, 31 de março de 2008

é...



Plural, devia estar no plural, a pergunta, que na verdade são dois. Mochos, são mochos, os donos dos olhos grandes. Mochos segura-livros. O mais novo esteve quase-quase a desencostar-se das prosas para ir ali para cima dar as boas-vindas mas uma parede vizinha infelizmente prestes a ser modernizada acenou-me com um vermelho demasiado bonito para não ficar memoriado. O mais velho, lá na outra ponta da prateleira, ampara as culinárias, as cerâmicas e as pediatrias demasiado volumosas para o mais pequeno. Não fossem as diferenças nos centímetros e eram quase gémeos.

sexta-feira, 28 de março de 2008

qual é a coisa, qual é ela

que tem uns olhos grandes, grandes, grandes e passa os dias a dormir encostado aos livros do Mia Couto e da Sophia?

quarta-feira, 26 de março de 2008

era uma vez...

Assim mais ou menos à laia de compensação pelos constantes Cuidado! Isso parte-se! e Não mexas! Ainda está fresco, vais desmanchá-lo!, que isto de ter quatro-anos-quase-cinco muito remexidos e uma mesa com barros a atrapalhar as correrias para jogar à bola, fazer bolhas de sabão e gizar calças, dedos e chão no quintal, às vezes marioneto-lhe os bichos à frente e invento enredos. Era uma vez um porquinho que vivia muito triste porque o menino dono gastava as moedas todas em gomas e chupa-chupas e nunca lhe dava nenhumas... Era uma vez um galo que queria casar e pôs-se a cantar para ver se alguma galinha o ouvia... Era uma vez uma ovelha que estava farta de ser branca...

Na escola, quando falaram dos trabalhos dos pais, o meu miúdo respondeu A minha mãe conta estórias de barro. Tenho um filho-poeta.

segunda-feira, 24 de março de 2008

quatro meio feitas, ainda muitas por fazer


Ali na mesa do fundo cresce, aos bocadinhos, uma mãe-ovelha com as suas três filhotas. Falta o resto do rebanho.

Vendidas.

quinta-feira, 20 de março de 2008

e filhas-em-linha


... e ter filhas em escadinha.

Vendidas.

quarta-feira, 19 de março de 2008

mãe-galinha


Assim, e porque esta e esta já bateram as asas para outras capoeiras, nasceu-lhe uma mulher para com ele combinar na perfeição...

(E só me lembro deste conto, de que gosto tanto, tanto, da Clarice Lispector, de que também gosto tanto, tanto...)

Vendida.

segunda-feira, 17 de março de 2008

pai-galo



Apaixonei-me por ele assim que se desembrulhou das bolhas protectoras e chamei-lhe galinha. O Mário, que comigo divide os dias e os trabalhos, negou-lhe o feminino e assegurou-o galo. Que se está mesmo a ver, no alturar do corpo e do rabo, no desarrumado da crista e no alongado das barbichas. Convenci-me a custo, que o jeitinho simpático que lhe encontro não o iguala em nada aos cantares de galo belicosos, emproados e solitários dos reais. Um galo com asas-corações não combina com solidões. Um galo com asas-corações precisa de família e de amigos...

sexta-feira, 14 de março de 2008

filhos pródigos


Oh mãe, como é que eles foram aqui parar?

Na Casa Cláudia Ideias de Março/Abril.

terça-feira, 4 de março de 2008

virados para a rua

Hoje, quando fazia a ronda pelos lugares do costume, descobri que dois dos bichinhos aqui da árvore papam não moedas mas sim os olhares de quem passa na montra do número treze da rua do Século.

segunda-feira, 3 de março de 2008

dois de março estrelado


Eu gosto de feirar os domingos no jardim. Gosto do sol, gosto do cheiro das árvores, gosto das folhinhas que vão aterrando no pano roxo, gosto das cores dos vizinhos, gosto das conversas com quem passa Isto é barro?, São mealheiros? E como é que depois se tiram as moedas?, gosto das perguntas dos miúdos Porque é que não fazes um leão marinho?, Onde é que está a girafa?, gosto de imaginar como ficarão as coisas nas casas de quem as leva, gosto de quem diz que gosta delas. Eu gosto muito de feirar os domingos no jardim.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

plantando

Este domingo a crafts & design no jardim da estrela tem uma intenção especialmente simpática: um jardim de flores feitas pelos participantes e por quem quiser que valem cada uma três árvores florestadas onde fizer falta. Eu, que googlo muitas vezes embondeiros e choupos e araucárias e sequóias, planto um pé de flor-estrela para combinar com o jardim.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

e outras flores


E flores sem ser de vaso, igualmente bonitas, que concerteza já teria reparado se não andasse sempre com os olhos nas árvores e nas nuvens.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

outras flores de vaso

Aos meus pés, perto dos Jerónimos, também há flores de vaso.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

mais flores de vaso


E em floreiras.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

flores de vaso


Quando eu era menina gastava horas inúteis a tentar decidir que pedidos preferir se um daqueles génios mágicos das estórias se me engrandecesse à frente. Livros, eu lia muitos livros. Agora, crescida e a contar estas mesmas magias ao meu menino, já não me sobram grandes dúvidas sobre as solicitações. Uma delas seria concerteza uma casa aqui na cidade grande com umas abundantes centenas de metros quadrados de terra para plantar verdes. Alfaces e tomates e cenouras, uma laranjeira. Um salgueiro chorão. E flores. Muitas flores.

Como o tal génio teima em só existir nos livros e nas imaginações do meu filho, vou plantando tulipas de barro em vasos de barro.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

no jardim da estrela

Os bichos estre(l)aram-se e gostaram. Eu também.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

janeiro

Às voltas de uma encomenda que nos vai levar a Évora no Carnaval, o tempo em Janeiro tem avançado como em Dezembro: o fim do mês a precipitar-se, o blogue abandonado e os mochos rascunhados no caderno por fazer...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

dezembro

Por alguma estranha razão, em Dezembro os ponteiros contam o tempo de uma maneira diferente dos outros meses. Primeiro é Novembro, não cheira a natal e as montras que se antecedem com luzes e enfeites parecem disparatadas. Mas depois de repente o tempo acelera e já estamos nos quinzes, dezasseis, e o natal quase aí e ainda tanto por fazer... Acontece-me o mesmo todos os anos. Primeiro não faço porque não cheira a natal, depois não faço porque já não me sobram tempos para secar, pôr no forno, às vezes pintar e pôr no forno outra vez... Sobram-me ideias. Talvez para o ano...